sábado, 24 de setembro de 2016

Não teremos postagens hoje

Estamos dando uma pausa por motivos pessoais. Dia 25 retornaremos com postagens esporádicas.


sábado, 17 de setembro de 2016

Uma música para Bella Dawson

Quando eu ouvia a rádio Antena 1, ouvi vária músicas de um cantor não muito famoso no Brasil de nome Paul Davis. Era um cantor de country music, cujo auge se deu nas décadas de 70 e 80 e infelizmente faleceu em 2008 por problemas cardíacos.

Mesmo sendo um cantor de country, que também se aventurou em outros gêneros, dentre eles, a soul music. Uma das músicas que tocou muito em 1982 era justamente um soul, com ritmo e estrutura similares aquelas músicas que servem de fundo para jogos esportivos nos EUA.

A música é '65 Love Affair (amor do ano de 1965) e é uma canção de amor, embora suas características lembram a de uma música feita para eventos esportivos (há no final da música, gritinhos, feitos por backing vocals, que lembram os gritos de cheerleaders).

Por ser romântica e ao mesmo tempo esportiva, pensei que poderia ser a música ideal para embalar as jogadas da personagem Bella Dawson do seriado Bella & The Bulldogs, cuja trama básica conta a estória de uma garota que se inscreve para entrar em um time masculino de futebol americano.

Bella é interpretada pela belíssima (desculpem o trocadilho involuntário) Brec Bassinger, uma das musas da novíssima geração e que se tornou uma de minhas paixões, graças a sua apaixonante beleza e jeitinho meigo. 

Curioso que o mesmo Paul Davis possui outras músicas, como Cool Night e Do Right que também servem como fundo musical para admirar belas garotas, embora sigam outro estilo e sejam mais lentas. Não seria nada mal aproveitar também estas canções para admirar a linda atriz que interpreta a artilheira dos Bulldogs. 

Ouça abaixo a música e me digam se ela não combina com as jogadas de Bella Dawson e com a beleza meiga de sua intérprete, Brec Bassinger

sábado, 10 de setembro de 2016

Prelude Records, a grife da boa black music

Tenho o hábito de visitar o YouTube atrás de músicas que ouvia em minha adolescência. Gosto bastante do som black oitentista, por unir rimo de melodia em arranjos ricos e muito bem mixados. Já falei sobre isso em postagem recente. 

Mas prestando bem atenção, muitas dessas músicas aparecem em compactos e álbuns em que aparecem com o mesmo selo: Prelude Records. E justamente as melhores músicas. Coincidência?

Não. Como a Motown e a Stax em décadas anteriores, a Prelude Records, embora subestimada, apresenta músicas disco, funk (esqueçam o lixo que existe sob esse nome atualmente - não é dele que me refiro), charme e soul de grande qualidade, normalmente conduzidos por orquestras acompanhando as bandas, enriquecendo a sonoridade com melodias muito bem feitas e arranjos impecáveis.

Muitos dos intérpretes participavam das composições, embora fosse mais comum vê-los se envolver com arranjo ou produção, não sendo rara a existência de compositores dedicados exclusivamente a escrever para os cantores. Estes tinham excelente voz, e mesmo que o tipo de música varie, as características vocais sempre remetiam ao melhor soul, sobretudo os das outras gravadoras que citei.

A Prelude Records, mesmo sendo um selo comercial e com o hit parade como meta, sempre procurou manter uma qualidade elevada em seu cast. O famoso DJ e produtor François Kevorkian, conhecido por produzir remixes para U2, Rolling Stones, e muita gente conhecida, chegou a trabalhar na Prelude como selecionador de cast, só para se ter uma ideia do nível de qualidade do selo.

Nomes como France Jolie. D-Train, Sharon Redd, Nick Strker Band, Unique e outros nomes que, infelizmente não conseguiram projeção mundial maciça, apesar do talento inegável, eram os principais nomes do selo, muitos atualmente no ostracismo ou cantando para plateias reduzidas. Uma pena.

A Prelude Records deixou de produzir em 1986 e foi absorvida pela Unidisc, um selo canadense que hoje faz parte da Universal Music Canada. Uma boa iniciativa para manter o precioso elenco da boa black music feita nos anos 80, de um selo que mesmo não muito famoso, deu a sua contribuição para enriquecer o gênero.