domingo, 11 de junho de 2017

Músicas para Lizzy Greene (e nada de teeny pop)


Em outro blogue assocado a este, eu me declarei hoje mesmo para a a atriz Lizzy Greene, oficializando como uma de minhas maiores paixões. Para comemorar, duas músicas que eu poderia ouvir com ela enconstadinha em mim.

Mas alto lá! Não pense que são duas dessas musiquinhas atuais onde fazem arremedo de disco music cantadas com vozes robotizadas por cantores quase pelados rodeados de uma multidão de dançarinos. Ele não é a Jade Pettyjohn  mas aqui vão dois clássicos do rock, que fazem referência involuntária à Lizzy Greene, de uma forma ou de outra.

O primeiro Dawn is a Felling, do Moody Blues, faixa do maravilhoso álbum Days of Future Passed, de 1967, um clássico absoluto que adoro bastante. Um álbum para ouvir todo. Dawn (Madrugada em português) é o nome da personagem de Lizzy no seriado Nicky Ricky, Dicky e Dawn e se traduzirmos o título levando em conta a personagem, diríamos que a bela Dawn é uma emoção!

O segundo é a belíssima The Sun Goes Down (ou Dawn, escolham!), uma música lenta e muito sensível de uma banda de rock pesado: a irlandesa Thin Lizzy. O nome da banda é uma referência ao apelido dado ao modelo de carro da Ford do início do seculo XX, mas também tem o belo nome da atriz (que na vida real é Elizabeth, com nome e trejeitos de rainha). Só que a nossa Lizzy não é nada "Thin" (magra), mostrando bem gostosa em aparições mais recentes.

Como bônus, um charmoso vídeo com a belíssima atriz cantando uma música natalina. E ela canta bem! Um vídeo para apaixonar!





terça-feira, 2 de maio de 2017

Com a morte de Belchior, perdemos um cronista da realidade humana

Eu estava devendo escrever algo quando eu soube da morte de Belchior. Não me considero fã do cantor, embora gostasse bastante de várias de suas músicas e admirasse sua atitude meio rebelde, totalmente intelectual. Seu ábim mais importante é o álbum Alucinação, de 1976, de clara influência roqueira, a começar pela capa psicodélica. Mas é óbvio que a perda de alguém único como Belchior gera imensa tristeza

O cantor e compositor sempre foi marcado pelo trabalho evidentemente intelectualizado. Era um cronista da realidade humana. Com letras muito bem escritas, não somente pelos temas amadurecidos, mas pela boa escolha das palavras e rimas, e pelo encaixe nas melodias. O autor nascido em 1946 em Sobral, no Ceará, costumava encher suas letras de referências culturais (algo que o escocês Lloyd Cole fazia muito nos anos 80), estimulando seus fãs a correrem atrás de informações sobre o que era citado nelas.

Belchior era famoso pela voz anasalada, meio fanha, que na verdade era um falsete. Normalmente o cantor não era fanho, apesar de seu vasto bigode fazer os outros pensarem que estimularia a citada alteração na fala. Mesmo não sendo de fato fanho, se consagrou mais como um compositor e várias de suas músicas foram gravadas por outros intérpretes, sendo a mais conhecida o blues Como Nossos Pais, gravada por Elis Regina, com letra que fala da acomodação que faz com que jovens cometam os mesmos erros de gerações anteriores.

Factoide ridicularizador

Apesar da inegável importância musical (ou por causa dela), na virada da década de 2000/2010, a Rede Globo decidiu promover um factoide em que sugeria o sumiço do Belchior. O factoide rendeu muitas piadas, reforçadas pela estranha voz e pelo enorme bigode de sua conhecida aparência. Tudo não passou de uma brincadeira de mau gosto.

O cantor foi encontrado no Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai, com a esposa, isolado dos holofotes. Suspeitas de que estaria se escondendo por causa de dívidas financeiras (irônico para quem cantou que estava sem dinheiro no bolso).

O cantor virou piada numa época de explícita decadência cultural, onde artistas sérios eram ridicularizados (Chico Buarque tratado como um "garanhão aos moldes do Latin Lover") e "artistas" mercenários, de qualidade duvidosa (Chitãozinho e Xororó, Ivete Sangalo, Exaltasamba, funqueiros) eram levados a sério como "renovadores da música".

Mesmo sem criar há muito tempo - ele dizia estar isolado para compor mais, mas até a sua morte nenhuma nova criação foi divulgada - é triste a sua morte e a sua ausência incomoda. Numa época onde até setentões parecem jovens e dão show de resistência física (não é, Mick Jagger?), Belchior morreu jovem. Belchior faz muita falta. Talvez ainda tivesse muito o que dizer. 

Suas letras, numa época conturbada da sociedade brasileira, viriam a calhar. Suas palavras acabariam servindo de conselhos a uma sociedade sem lideranças ainda perdida sem saber para onde andar. Todos nós, rapazes latinos-americanos sem dinheiro no bolso e sem parentes importantes. Pois o nosso parente mais importante, Belchior, meio pai, meio irmão, se mandou para outro lugar. Provavelmente ainda sem dinheiro no bolso.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Estou viciado em XTC

Alto lá! Não entendam mal o título desta postagem! Não virei narcótico! Continuo limpinho da silva, sem sequer fumar cigarro ou tomar álcool (embora muita gente viva criticando minha aversão às bebidas alcoólicas mesmo sendo ateu). É que eu me viciei pela excelente banda new wave de Swindon, Inglaterra, a XTC, liderada pelo genial Andy Partridge e seu parceiro Colin Moulding.

Ultimamente tenho ouvido os álbuns inteiros da banda disponibilizados no YouTube. Caramba! Fiquei viciado. Parece que eu criei uma necessidade orgânica de ouvir musicas da banda. Quando estou no comutador, ponho meu fone de ouvido e lá vem o YouTube se arrastando com a banda. Esta postagem está sendo escrita ao som do maravilhoso Drums and Wires, de 1979, terceiro álbum e o que apresentou a banda ao mundo.

Sempre gostei da XTC, que curiosamente surgiu um ano depois de eu nascer. Pela faixa etária dos integrantes, cerca de 10 anos a mais que eu, certamente os caras eram praticamente crianças quando a banda começou. A primeira música que me lembro de ter ouvido da banda é Making Plans for Nigel, ouvida por mim em 1982, na época ainda sem saber que banda interpretava. Conheci posteriormente outras músicas da banda, ainda sem prestar muita atenção no nome. 

Urgh! Uma guerra musical!

Uma das mais ouvidas por mim estranhamente não está em nenhum dos álbuns. Nem mesmo na coletânea oficial Fossil Fuel aparece: Take This Town, lado B do compacto Wake Up, do álbum de 1984, The Big Express. Estranhamente a música segue o mesmo estilo do Oingo Boingo, banda que como a XTC (assim como Police, Echo & The Bunnymen e Jools Holland, este um pianista que misturava new wave e jazz tradicional e que apresenta um excelente programa musical que passa aos sábados no BIS) estava no Urgh!, a Music War!

Urgh! a Music War! foi um filme que relatou um festival de apresentações com bandas de new wave do início dos anos 80, ou seja, bandas que marcaram o auge da minha juventude. Cheguei a ter em vinil - importado, comprado em sebo, com a mesma capa que aparece na foto - a versão em áudio das apresentações. O XTC apareceu com uma versão mais agressiva de Respectable Street, de seu segundo álbum.

Bem antes de ter o disco do Urgh!, que comprei, se não me engano em 1997, comprei, ainda no Rio de Janeiro, no mesmo ano em que mudei para Salvador, o álbum duplo Oranges & Lemons, creio ser o único da banda lançado em cópia nacional no Brasil. 

O álbum, gravado em 1989, solidifica a influência sessentista (sobretudo Beatles e Beach Boys) iniciada pelo projeto do Dukes of Stratosphear (o próprio XTC sob pseudônimo) e o álbum Skylarking, produzido pelo cantor Todd Rundgren, que eu gosto bastante, embora não seja dos meus músicos favoritos. Reouvi o álbum - que não está mais comigo, pois não tenho mais vinil -recentemente e pude prestar atenção em sua beleza, algo que nã reparei na época em que comprei.

A banda se extinguiu em 2006. Seus integrantes aparentemente largaram a carreira musical, embora demonstrem vontade de retomar a carreira - mas não a banda. Apesar de ser marcada pela excelente qualidade de seu som, aos poucos foram perdendo a inspiração. Nonesuch, de 1992, último pela Virgin, gravadora que contratou a banda em 1977, é bem fraco, se destacando apenas pela empolgante, mas radiofônica Peter Pumpkin Head, que parece ter sido feita sob encomenda para ser hit.

XTC não interessa para espantalhos sedentos por mediocridades

De qualquer forma, a XTC é uma dessas bandas desconhecidas do grande púbico e que foi marcada pela excelente qualidade musical, não somente nas melodias e arranjos, mas também as letras. Scarecrow People (sobre alienação + insensibilidade: os coxinhas, verdadeiros espantalhos, sabem muito bem o que é isso) e a ateísta Dear God são bem reflexivas, além de utilizarem bem as palavras, encaixando com as melodias. 

Mesmo sendo temas fortes, há qualidade no desenvolvimento das letras. Há um consenso no Brasil de que qualidade de uma letra de música está no tema escolhido, o que não é verdade. Prefiro um tema banal numa letra brilhante como fazia o saudoso compositor Braguinha do que um tema forte em letra banal como a infantil To P da Vida, que é uma verdadeira porcaria pseudo-politizada. Aliás, boas letras politizadas são uma especialidade da XTC.

Até o momento a banda segue calada e seus integrantes longe dos holofotes. Em um mundo em que "gênios" são Britney Spears, Beyoncé e Justin Bieber e suas mediocridades sonoras regadas a doses de pseudo-erotismo, uma banda realmente genial como a XTC não consegue chamar a atenção das grandes massas. Os espantalhos gostam mesmo é de cabarés sonorizados por musiquinhas ruins que verdadeiros mercenários musicais como Bieber, Beyoncé e Spears só sabem fazer. O XTC está muito longe deste teatro de ilusões.

sábado, 25 de março de 2017

O Louco através da Água

Hoje, a música celebra a chegada à 7ª década de vida de um dos maiores melodistas de todos os tempos, Sir Reginald Dwight, conhecido por todos como Elton John. Para comemorar a data e também a proximidade de outro aniversário redondo na carreira do pianista, como os 50 anos de parceria com o letrista Bernie Taupin (John compunha em geral a parte instrumental de suas músicas), uma curiosidade a respeito de uma de suas músicas.

Madman Across The Water era uma música composta para entrar no álbum Tumbleweed Connection, um dos seus melhores álbuns. originalmente lançado um ano antes de eu nascer (aliás, meu pai, que também curte Elton John, e outro que chega aos 70 este ano). Curiosamente dei de cara com o citado CD em um sebo ontem no Rio. Por pressa e falta de atenção, acabei não comprando.

Voltando a canção em si, ela foi gravada nas sessões fitas para Tumbleweed Connection. Mas ficou como sobra (out-take) e não foi aproveitada de início. Ela foi regravada para o album seguinte, que recebeu o mesmo nome da música.

O curioso é que a versão gravada para Tumbleweed Connection é mais roqueira, com participação de Mick Ronson cono guitarrista principal. Mick era líder do Mott The Hoople e foi músico de David Bowie (este compôs uma música para o Mott, All TheYoung Dudes) e deu a sua colaboração para Madman Across the Water, na versão que entraria para o álbum de 1970.

Particularmente, eu não considero Elton John um roqueiro, embora muita gente o considere e ele tenha muitos roqueiros em seu círculo de amizades. O forte de Elton John são as músicas lentas e apesar de ter tido esta versão roqueira, Madman é uma música de andamento lento, embora não seja romântica. Esta versão rara, inicialmente descartada como out-take, foi aproveitada como bônus nas versões em CD de Tumbleweed Connection, fazendo justiça para o que era a intenção original.

A música é belíssima. Na primeira versão com Mick Ronson era ainda mais bela. Nada como um clássico da música para comemorarmos uma importante data para o criador desta obra-pima.

sábado, 26 de novembro de 2016

A Elie Goulding da Alemanha

O Eurovision, tradicional festival de música da TV alemã - meio comercial, sabe como é - costuma servir como uma espécie de "Show de Calouros" chique. Mas no meio sempre há alguns interpretes realmente bons que usam o festival para mostrar o que sabe fazer.

A edição alemã do evento - que acontece em toda a Europa - lançou uma bela morena com a meiga aparência de "girl next door" (a garota que não tem cara de "celebridade inalcançável" e que a gente conhece pessoalmente, na vizinhança, na escola, etc.), mas com voz bem sensual. O nome dela é Lena Meyer Landrut e eu já virei fã dela. 

Eu explico: Landrut soa como uma espécie de filial da inglesa Elie Goulding na Alemanha. Goulding é a cantora atual que eu mais gosto (eu tenho o seu primeiro álbum). As vozes das duas diferem muito (a de Landrut é mais sexy, embora na aparência, a coisa se inverte, com Landrut de traços mais meigos e Goulding com jeitão de loirona sexy), mas o tipo de música é exatamente o mesmo. E isso é bom, pois as duas agradam bem nesse quesito..

Coincidência ou não, as duas são contratadas pela Universal Music. Para reforçar a comparação, Elie Goulding compôs uma música, Who'd want to find Love e vendeu os direitos a Landrut. Abaixo, coloquei os videos com as duas versões.

Apesar de alemã, Landrut grava majoritariamente em Inglês, apesar de fazer mais sucesso em seu país do que fora. Não consegui achar alguma música em alemão gravada pela morena. Mas de qualquer forma a bela Lena acaba de entrar na minha lista de cantoras favoritas e de musas favoritas também, pois a beleza dela é exatamente do tipo que eu gosto.



sábado, 12 de novembro de 2016

Leonard Cohen, um Patrimônio Cultural

Eu não estava planejando escrever sobre Leonard Cohen. Eu nunca curti a música dele e an minha ignorância, achava que a sua música combinava mais com o médio burguês caracterizado pelos médios empresários e profissionais liberais (médicos, advogados, engenheiros e similares), quando estes desejavam se "descontrair" e ouvir músicas "românticas" para curtirem com suas belíssimas (no sentido sofisticado do termo) e jovens mulheres.

Mas mesmo não gostando do som aparentemente monótono de Cohen, é impossível não reconhecer o seu altíssimo valor cultural. Discordo da maioria das pessoas quando elas preferem dar valor cultural apenas à aquilo que elas gostam ou o que pareça palatável. Para o senso comum, a música meramente dançante de letras medíocres e engajamento nulo de Michael Jackson soa muito melhor que a poesia reflexiva de Leonard Cohen. Mas do contrário do também falecido chacoalejante, Cohen pelo menos tem algo a dizer.

Talvez, ao meu ver, o bardo, canadense de Montreal, servisse muito mais como literatura (ele também era escritor) do que como música. Cohen, faleceu no último dia 7, aos 82 anos, de causa não revelada. Mas a idade elevada e o fato dele ter sido um fumante inveterado, tornam compreensível o falecimento acontecido. Mesmo assim, viveu muito e produziu muito, sem ter se aposentado de sua capacidade de criar.

O tipo de música que cantava era folk, mas numa tradução mais urbana. Não era roqueiro - aparentava ter uma postura sisuda demais para tal - mas tinha respeito quase unânime entre os roqueiros. Frequentemente era comparado com seu colega de gravadora (Columbia Records), Bob Dylan, quanto a qualidade de sua obra, embora a política não esteja entre os temas de sua obra.

Era um homem honesto, sensível, discreto e culto e se tornou um estudioso do budismo. Era exigente consigo mesmo e chegou a parar uma apresentação - eu vi isso em um documentário - por ela não estar do jeito que ele queria, se dispondo a devolver o ingresso ao público. Era um artista sincero, espontâneo e um ser humano de uma certa forma exemplar.

Suas criações, seja na música ou na literatura tinham constantemente a função de refletirmos sobre a vida e sobre o que acontece ao nosso redor. Ele mesmo gostava muito do verbo "refletir" e prefiro usar isso como marca para associar a Cohen para a eternidade.

Mesmo não curtindo a música de Cohen - talvez eu gostasse mais de ler as suas letras ao invés de ouvi-las - tenho a responsabilidade de reconhecer que morreu um verdadeiro patrimônio cultural humano. Um homem que soube mais do que muitos a soltar o que saía de sua alma e não dos escritórios de gravadoras (felizmente a mercenária Columbia sempre respeitou a espontaneidade de Cohen, patrono da Cultura Alternativa), como acontece com a maioria esmagadora dos cantores e grupos surgidos a partir de 30 anos para cá, meros produtos de entretenimento musical.

Em tempos de mediocridade cultural, sempre é triste a morte de verdadeiros mestres como Leonard Cohen. Como ele, a cultura vai morrendo junto, sem repor a lacuna deixada.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Bode Expiatório

Esta é a cantora teen Rebecca Black, conhecida por lançar as suas canções utilizando as redes sociais como plataforma de divulgação. Mas quando lançou a sua primeira canção, a ingênua e despretensiosa Friday (sexta-feita, razão de eu estar postando isso hoje), todo mundo começou a descer o cacete na coitada, como se ela fosse a responsável pela evidente decadência musical da atualidade. Um bode expiatório musical.

Coitada. Além da música dela ser claramente direcionada ao público infanto-juvenil, não tendo nenhum compromisso com o progresso das artes, não canso de escutar músicas muito piores que Friday nas vozes de Justin Bieber e das "imaculadas" Beyoncé e Britney Spears, os três tratados como "verdadeiros gênios" da atualidade e possuindo verdadeiros cães de guarda como fãs. Se Rebecca Black não é genial, está longe também de ser um desastre.

Ela está lançando uma nova canção, The Great Divide, e está dando entrevistas para divulga-la. Black, pelo jeito não levou a sério as - injustas - críticas e leva a sua carreira adiante, sem a obrigação de ser uma "Joan Baez" ou uma "Sarah Vaughan". Black canta para se divertir e depois da polêmica, parece não fazer muita questão de ser levada a sério.

Agora quanto a mulher Rebecca Black: rapaz, como ela é uma gracinha! Rebecca é linda demais e tem um belo corpo, com bons seios e também possui um sorriso apaixonante, além do jeitinho charmoso de falar e de gesticular. Pode até não ser uma grande cantora, mas como mulher é uma das melhores. Como uma admirável gata, não deixa a desejar.

Em tempo: a música abaixo lembra bastante o estilo de Katy Perry, um pouco melhorzinha do que muita coisa que a gente ouve por aí, e mesmo infanto-juvenil, soa palatável.