sábado, 25 de março de 2017

O Louco através da Água

Hoje, a música celebra a chegada à 7ª década de vida de um dos maiores melodistas de todos os tempos, Sir Reginald Dwight, conhecido por todos como Elton John. Para comemorar a data e também a proximidade de outro aniversário redondo na carreira do pianista, como os 50 anos de parceria com o letrista Bernie Taupin (John compunha em geral a parte instrumental de suas músicas), uma curiosidade a respeito de uma de suas músicas.

Madman Across The Water era uma música composta para entrar no álbum Tumbleweed Connection, um dos seus melhores álbuns. originalmente lançado um ano antes de eu nascer (aliás, meu pai, que também curte Elton John, e outro que chega aos 70 este ano). Curiosamente dei de cara com o citado CD em um sebo ontem no Rio. Por pressa e falta de atenção, acabei não comprando.

Voltando a canção em si, ela foi gravada nas sessões fitas para Tumbleweed Connection. Mas ficou como sobra (out-take) e não foi aproveitada de início. Ela foi regravada para o album seguinte, que recebeu o mesmo nome da música.

O curioso é que a versão gravada para Tumbleweed Connection é mais roqueira, com participação de Mick Ronson cono guitarrista principal. Mick era líder do Mott The Hoople e foi músico de David Bowie (este compôs uma música para o Mott, All TheYoung Dudes) e deu a sua colaboração para Madman Across the Water, na versão que entraria para o álbum de 1970.

Particularmente, eu não considero Elton John um roqueiro, embora muita gente o considere e ele tenha muitos roqueiros em seu círculo de amizades. O forte de Elton John são as músicas lentas e apesar de ter tido esta versão roqueira, Madman é uma música de andamento lento, embora não seja romântica. Esta versão rara, inicialmente descartada como out-take, foi aproveitada como bônus nas versões em CD de Tumbleweed Connection, fazendo justiça para o que era a intenção original.

A música é belíssima. Na primeira versão com Mick Ronson era ainda mais bela. Nada como um clássico da música para comemorarmos uma importante data para o criador desta obra-pima.

sábado, 26 de novembro de 2016

A Elie Goulding da Alemanha

O Eurovision, tradicional festival de música da TV alemã - meio comercial, sabe como é - costuma servir como uma espécie de "Show de Calouros" chique. Mas no meio sempre há alguns interpretes realmente bons que usam o festival para mostrar o que sabe fazer.

A edição alemã do evento - que acontece em toda a Europa - lançou uma bela morena com a meiga aparência de "girl next door" (a garota que não tem cara de "celebridade inalcançável" e que a gente conhece pessoalmente, na vizinhança, na escola, etc.), mas com voz bem sensual. O nome dela é Lena Meyer Landrut e eu já virei fã dela. 

Eu explico: Landrut soa como uma espécie de filial da inglesa Elie Goulding na Alemanha. Goulding é a cantora atual que eu mais gosto (eu tenho o seu primeiro álbum). As vozes das duas diferem muito (a de Landrut é mais sexy, embora na aparência, a coisa se inverte, com Landrut de traços mais meigos e Goulding com jeitão de loirona sexy), mas o tipo de música é exatamente o mesmo. E isso é bom, pois as duas agradam bem nesse quesito..

Coincidência ou não, as duas são contratadas pela Universal Music. Para reforçar a comparação, Elie Goulding compôs uma música, Who'd want to find Love e vendeu os direitos a Landrut. Abaixo, coloquei os videos com as duas versões.

Apesar de alemã, Landrut grava majoritariamente em Inglês, apesar de fazer mais sucesso em seu país do que fora. Não consegui achar alguma música em alemão gravada pela morena. Mas de qualquer forma a bela Lena acaba de entrar na minha lista de cantoras favoritas e de musas favoritas também, pois a beleza dela é exatamente do tipo que eu gosto.



sábado, 12 de novembro de 2016

Leonard Cohen, um Patrimônio Cultural

Eu não estava planejando escrever sobre Leonard Cohen. Eu nunca curti a música dele e an minha ignorância, achava que a sua música combinava mais com o médio burguês caracterizado pelos médios empresários e profissionais liberais (médicos, advogados, engenheiros e similares), quando estes desejavam se "descontrair" e ouvir músicas "românticas" para curtirem com suas belíssimas (no sentido sofisticado do termo) e jovens mulheres.

Mas mesmo não gostando do som aparentemente monótono de Cohen, é impossível não reconhecer o seu altíssimo valor cultural. Discordo da maioria das pessoas quando elas preferem dar valor cultural apenas à aquilo que elas gostam ou o que pareça palatável. Para o senso comum, a música meramente dançante de letras medíocres e engajamento nulo de Michael Jackson soa muito melhor que a poesia reflexiva de Leonard Cohen. Mas do contrário do também falecido chacoalejante, Cohen pelo menos tem algo a dizer.

Talvez, ao meu ver, o bardo, canadense de Montreal, servisse muito mais como literatura (ele também era escritor) do que como música. Cohen, faleceu no último dia 7, aos 82 anos, de causa não revelada. Mas a idade elevada e o fato dele ter sido um fumante inveterado, tornam compreensível o falecimento acontecido. Mesmo assim, viveu muito e produziu muito, sem ter se aposentado de sua capacidade de criar.

O tipo de música que cantava era folk, mas numa tradução mais urbana. Não era roqueiro - aparentava ter uma postura sisuda demais para tal - mas tinha respeito quase unânime entre os roqueiros. Frequentemente era comparado com seu colega de gravadora (Columbia Records), Bob Dylan, quanto a qualidade de sua obra, embora a política não esteja entre os temas de sua obra.

Era um homem honesto, sensível, discreto e culto e se tornou um estudioso do budismo. Era exigente consigo mesmo e chegou a parar uma apresentação - eu vi isso em um documentário - por ela não estar do jeito que ele queria, se dispondo a devolver o ingresso ao público. Era um artista sincero, espontâneo e um ser humano de uma certa forma exemplar.

Suas criações, seja na música ou na literatura tinham constantemente a função de refletirmos sobre a vida e sobre o que acontece ao nosso redor. Ele mesmo gostava muito do verbo "refletir" e prefiro usar isso como marca para associar a Cohen para a eternidade.

Mesmo não curtindo a música de Cohen - talvez eu gostasse mais de ler as suas letras ao invés de ouvi-las - tenho a responsabilidade de reconhecer que morreu um verdadeiro patrimônio cultural humano. Um homem que soube mais do que muitos a soltar o que saía de sua alma e não dos escritórios de gravadoras (felizmente a mercenária Columbia sempre respeitou a espontaneidade de Cohen, patrono da Cultura Alternativa), como acontece com a maioria esmagadora dos cantores e grupos surgidos a partir de 30 anos para cá, meros produtos de entretenimento musical.

Em tempos de mediocridade cultural, sempre é triste a morte de verdadeiros mestres como Leonard Cohen. Como ele, a cultura vai morrendo junto, sem repor a lacuna deixada.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Bode Expiatório

Esta é a cantora teen Rebecca Black, conhecida por lançar as suas canções utilizando as redes sociais como plataforma de divulgação. Mas quando lançou a sua primeira canção, a ingênua e despretensiosa Friday (sexta-feita, razão de eu estar postando isso hoje), todo mundo começou a descer o cacete na coitada, como se ela fosse a responsável pela evidente decadência musical da atualidade. Um bode expiatório musical.

Coitada. Além da música dela ser claramente direcionada ao público infanto-juvenil, não tendo nenhum compromisso com o progresso das artes, não canso de escutar músicas muito piores que Friday nas vozes de Justin Bieber e das "imaculadas" Beyoncé e Britney Spears, os três tratados como "verdadeiros gênios" da atualidade e possuindo verdadeiros cães de guarda como fãs. Se Rebecca Black não é genial, está longe também de ser um desastre.

Ela está lançando uma nova canção, The Great Divide, e está dando entrevistas para divulga-la. Black, pelo jeito não levou a sério as - injustas - críticas e leva a sua carreira adiante, sem a obrigação de ser uma "Joan Baez" ou uma "Sarah Vaughan". Black canta para se divertir e depois da polêmica, parece não fazer muita questão de ser levada a sério.

Agora quanto a mulher Rebecca Black: rapaz, como ela é uma gracinha! Rebecca é linda demais e tem um belo corpo, com bons seios e também possui um sorriso apaixonante, além do jeitinho charmoso de falar e de gesticular. Pode até não ser uma grande cantora, mas como mulher é uma das melhores. Como uma admirável gata, não deixa a desejar.

Em tempo: a música abaixo lembra bastante o estilo de Katy Perry, um pouco melhorzinha do que muita coisa que a gente ouve por aí, e mesmo infanto-juvenil, soa palatável.

sábado, 24 de setembro de 2016

Não teremos postagens hoje

Estamos dando uma pausa por motivos pessoais. Dia 25 retornaremos com postagens esporádicas.


sábado, 17 de setembro de 2016

Uma música para Bella Dawson

Quando eu ouvia a rádio Antena 1, ouvi vária músicas de um cantor não muito famoso no Brasil de nome Paul Davis. Era um cantor de country music, cujo auge se deu nas décadas de 70 e 80 e infelizmente faleceu em 2008 por problemas cardíacos.

Mesmo sendo um cantor de country, que também se aventurou em outros gêneros, dentre eles, a soul music. Uma das músicas que tocou muito em 1982 era justamente um soul, com ritmo e estrutura similares aquelas músicas que servem de fundo para jogos esportivos nos EUA.

A música é '65 Love Affair (amor do ano de 1965) e é uma canção de amor, embora suas características lembram a de uma música feita para eventos esportivos (há no final da música, gritinhos, feitos por backing vocals, que lembram os gritos de cheerleaders).

Por ser romântica e ao mesmo tempo esportiva, pensei que poderia ser a música ideal para embalar as jogadas da personagem Bella Dawson do seriado Bella & The Bulldogs, cuja trama básica conta a estória de uma garota que se inscreve para entrar em um time masculino de futebol americano.

Bella é interpretada pela belíssima (desculpem o trocadilho involuntário) Brec Bassinger, uma das musas da novíssima geração e que se tornou uma de minhas paixões, graças a sua apaixonante beleza e jeitinho meigo. 

Curioso que o mesmo Paul Davis possui outras músicas, como Cool Night e Do Right que também servem como fundo musical para admirar belas garotas, embora sigam outro estilo e sejam mais lentas. Não seria nada mal aproveitar também estas canções para admirar a linda atriz que interpreta a artilheira dos Bulldogs. 

Ouça abaixo a música e me digam se ela não combina com as jogadas de Bella Dawson e com a beleza meiga de sua intérprete, Brec Bassinger

sábado, 10 de setembro de 2016

Prelude Records, a grife da boa black music

Tenho o hábito de visitar o YouTube atrás de músicas que ouvia em minha adolescência. Gosto bastante do som black oitentista, por unir rimo de melodia em arranjos ricos e muito bem mixados. Já falei sobre isso em postagem recente. 

Mas prestando bem atenção, muitas dessas músicas aparecem em compactos e álbuns em que aparecem com o mesmo selo: Prelude Records. E justamente as melhores músicas. Coincidência?

Não. Como a Motown e a Stax em décadas anteriores, a Prelude Records, embora subestimada, apresenta músicas disco, funk (esqueçam o lixo que existe sob esse nome atualmente - não é dele que me refiro), charme e soul de grande qualidade, normalmente conduzidos por orquestras acompanhando as bandas, enriquecendo a sonoridade com melodias muito bem feitas e arranjos impecáveis.

Muitos dos intérpretes participavam das composições, embora fosse mais comum vê-los se envolver com arranjo ou produção, não sendo rara a existência de compositores dedicados exclusivamente a escrever para os cantores. Estes tinham excelente voz, e mesmo que o tipo de música varie, as características vocais sempre remetiam ao melhor soul, sobretudo os das outras gravadoras que citei.

A Prelude Records, mesmo sendo um selo comercial e com o hit parade como meta, sempre procurou manter uma qualidade elevada em seu cast. O famoso DJ e produtor François Kevorkian, conhecido por produzir remixes para U2, Rolling Stones, e muita gente conhecida, chegou a trabalhar na Prelude como selecionador de cast, só para se ter uma ideia do nível de qualidade do selo.

Nomes como France Jolie. D-Train, Sharon Redd, Nick Strker Band, Unique e outros nomes que, infelizmente não conseguiram projeção mundial maciça, apesar do talento inegável, eram os principais nomes do selo, muitos atualmente no ostracismo ou cantando para plateias reduzidas. Uma pena.

A Prelude Records deixou de produzir em 1986 e foi absorvida pela Unidisc, um selo canadense que hoje faz parte da Universal Music Canada. Uma boa iniciativa para manter o precioso elenco da boa black music feita nos anos 80, de um selo que mesmo não muito famoso, deu a sua contribuição para enriquecer o gênero.